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Nova edição da revista CNT Transporte. Atual reforça a segurança do transporte público em tempos de pandemia

14.10.2020

 

É difícil projetar o que será do transporte público em um momento pós-pandemia, por conta de todas as mudanças que deverão ser feitas de forma estrutural no serviço e no comportamento dos passageiros que dele desfrutam. Mas em um ano atípico em que as inovações surgiram para trazer alternativas, o ônibus volta a ser um dos lugares seguros para se estar em público.

O impacto do coronavírus na rotina do transporte rodoviário foi tremendo, mas já há alguma expectativa de retomada, tanto nos empregos ofertados pelo setor quanto pelo aumento no número de passageiros, que ainda atravessa restrições por segurança e redução do contágio do vírus. É exatamente nesse sentido que surge uma pesquisa encomendada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, repercutido pela última edição da Revista CNT Transporte Atual, em setembro.

De acordo com a pesquisa, que contou com uma análise rigorosa de 15 sistemas de transportes urbanos ao redor do Brasil, em uma malha correspondente a 171 municípios, o aumento de passageiros nos ônibus em circulação não teve relação com o número de infectados pelo covid-19. Ou seja: a contaminação nesses municípios foi feita por outras formas, não dentro dos carros, contrariando a noção de que o transporte público poderia ser um vetor de contágio por conta da aglomeração de passageiros.

O estudo foi feito ao longo de 17 semanas e em alguns casos, como o de Teresina-PI, o efeito foi o contrário, quando houve redução drástica de passageiros durante sete semanas e aumento de casos. Sobre este ponto, o presidente-executivo da NTU, Otávio Cunha comentou: “O transporte público por ônibus urbano não pode ser apontado como responsável pelo aumento dos casos, pois os números mostram que não há relação entre uma coisa e outra. Podemos dizer que o transporte público coletivo urbano é seguro se todos tomarmos as devidas precauções. Se motoristas, cobradores e passageiros usarem máscara dentro do ônibus e nos pontos de parada, se as pessoas evitarem conversar e se os veículos trafegarem sempre com janelas abertas, o risco será baixo.”

A publicação também ouviu o médico infectologista Igor Barcellos Precinoti, que foi enfático a respeito da conclusão do estudo: “A conclusão é bem interessante. O estudo pegou todos os casos de uma região e fez uma comparação com o número de viagens. A partir do estudo, não dá para trazer uma relação causal entre o transporte e o número de casos. Ainda temos muitas questões para entender, mas esse estudo irá servir de base para os outros que virão. Ele deve ser apresentado para todos. Só com o conhecimento, iremos vencer a pandemia da melhor forma possível.”

Confira essas e outras matérias da edição de setembro da CNT Transporte Atual clicando aqui.