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Mulheres estão cada vez mais presentes como motoristas de ônibus

22.03.2019

Antes uma profissão tida como masculina, esse conceito ficou para trás. Hoje é cada vez mais frequente verificar a presença de mulheres como motoristas de ônibus, seja no transporte rodoviário interestadual, intermunicipal ou nos ônibus de linha nas cidades. Isso quer dizer que as mulheres estão distribuídas nas mais variadas profissões, bastando apenas oportunidade para isso.

Em Curitiba, por exemplo, do total de 4 mil motoristas que operam os ônibus de transporte coletivo, cerca de 60 são mulheres. Mesmo ainda sendo minoria no transporte de passageiros, as histórias estão aí para dizer que não importa o gênero, mas sim a paixão pela direção.

De auxiliar de serviços gerais a motorista: sonho realizado

 

Rosângela Rodrigues, motorista da Viação Garcia

 

Exemplo disso é a motorista Rosângela Rodrigues, de 41 anos, que é a primeira mulher a ser formada pela Viação Garcia para atuar como motorista de ônibus na linha Londrina-Rolândia. Ela, que começou como auxiliar de serviços gerais na empresa, admite que sempre gostou de dirigir e seu sonho era estar à frente do volante. Passou a cobradora e há 2 anos é motorista da frota, uma oportunidade que ela agarrou com muita alegria. “Tirei a carteira e aprendi a dirigir aqui, me formando motorista. Se eu não fosse motorista de ônibus, seria motorista de ônibus”, conta.

Ela não tem do que reclamar quanto ao preconceito, porque todos a tratam muito bem, do monitor ao chefe, do encarregado aos colegas de trabalho. “Em um mundo que era extremamente masculino, eu me relaciono bem com todos eles”. No Dia Internacional da Mulher, Rosângela  foi a protagonista de um vídeo da empresa em sua homenagem.

“Quando estou atrás do volante, esqueço da vida”

Fátima Toloi, motorista da Expresso Maringá

Mais experiente na área, mas com a mesma garra e vontade de vencer, Fátima Marin Toloi, de 55 anos, está há dez anos na estrada como motorista da Expresso Maringá. Ela faz rotas intermunicipais, entre Tapejara do Oeste e Terra Boa, além de Maringá, Umuarama e onde mais precisar dos seus serviços.

Ela conta que o preconceito no início da  carreira foi sentido, mas já foi superado. “Hoje os colegas homens já se acostumaram comigo e gostam de mim”, assinala. A rotina de Fátima começa às 4h30 da manhã e vai até as 10h e depois ela retoma a jornada das 14h às 18h. Ela escolheu a profissão porque ama dirigir. “Quando estou atrás do volante, esqueço da vida”.

Se há desafios, ela afirma que são as situações das estradas, como infraestrutura, mas em especial os motoristas que encontra pelo caminho. Para isso, ela tem um segredo: ir devagarzinho, com cautela, características próprias das mulheres à frente do volante. “Não é a rodovia que é perigosa, mas os motoristas, que fazem muita loucura nas estradas”, observa.

Tanto o depoimento de Fátima quanto a trajetória de Rosângela comprovam que o lugar da mulher  é onde ela quiser. Alguém dúvida?!