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A importância do gerenciamento de crise para entidades representativas

25.03.2020

 

A Fepasc, entidade máxima na representação das empresas e sindicatos do setor de transporte de passageiros dos estados do Paraná e Santa Catarina instituiu, frente à crise que nos impacta atualmente, um Comitê de Crise que reúne presidentes e diretores, de Sindicatos e empresas do ramo, para debater e definir, de maneira ágil e assertiva, medidas para manutenção da prestação do serviço público que é o transporte, sem impactar na proporção de disseminação do coronavírus (Covid-19).

O momento exige atitudes enérgicas e que levem em consideração as implicações no setor, bem como na vida dos passageiros que necessitam dos serviços de transporte rodoviário. Com uma queda de 60% das demandas, há um risco evidente a cerca de 100 mil empregos diretos e 400 mil indiretos, segundo estimativa da Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros, a Anatrip.

Por isso há urgência na resolução das medidas que ajudem as empresas de ônibus na desoneração de suas folhas de pagamento, entre outras cobranças de impostos que incidem no valor dos combustíveis, impactando diretamente o valor da passagem pago pelos passageiros. Importante salientar que a crise deflagrada pela pandemia do coronavírus também traz enorme transtorno para usuários de transporte de baixa renda.

Se empregadores, empregados e passageiros são ponto nevrálgico dessa crise, não há como protelar as soluções, ainda que provisórias, para estancar os prejuízos verificados neste primeiro momento. Portanto, as deliberações que partem do comitê são levadas, pela diretoria da Federação, diretamente aos Secretários e Governador do Estado do Paraná, visando o diálogo direto, para que soluções sejam implementadas com urgência, evitando, assim, maiores danos à sociedade e às instituições que compõem este setor.

Na última segunda-feira, 23 de março, Ángel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, avaliou em entrevista à BBC que a crise do coronavírus afetou mais a economia mundial do que a crise financeira de 2008. Ainda de acordo com Gurría, não há perspectiva de crescimento econômico global até o fim do ano. “A razão é que não sabemos o quanto demandará a recuperação dos empregos porque não sabemos quantas ficarão desempregadas ao fim disso tudo. Também não sabemos o que precisaremos para resgatar as milhares de pequenas e médias empresas que já estão sofrendo”, declarou o secretário.

Dentre as propostas levadas pela Fepasc, está a disposição da frota de ônibus para transporte de profissionais da saúde, segurança, entre outros, o que colabora diretamente com a distribuição dos profissionais dos serviços essenciais durante o período de quarentena e contenção. Entendemos que o transporte rodoviário não pode parar neste momento e, mais do que isso, pode ser de grande auxílio à população e a quem está em grande empenho para conter os avanços do vírus. Juntos, podemos diminuir os efeitos de mais essa crise.

FEPASC: fb.me/fepasc