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A importância da qualidade do asfalto nas rodovias brasileiras

12.03.2020

 

Mais do que ter veículos modernos e adequados às necessidades do passageiro, é preciso também ter boas estradas para que a viagem tenha o máximo conforto para quem dirige e para quem aproveita o tempo de outra forma. 


Em amplo estudo sobre os impactos da qualidade do asfalto nos transportes rodoviários, divulgado ao fim de 2019, a Confederação Nacional dos Transportes debate soluções e mostra a importância do cuidado com os componentes do asfalto utilizado Brasil afora. 


Segundo dados da Pesquisa CNT feita em 2018, 99% das rodovias federais pavimentadas são revestidas por asfalto. Mas por conta de condições específicas de manutenção e clima, muitas dessas estradas sofrem com pouco tempo de uso, ocasionando buracos e outros tipos de defeitos que afetam diretamente a qualidade de uma viagem, por mais curta que seja. 


O envelhecimento, bem como outros fenômenos químicos, pode prejudicar a conservação do asfalto, como a oxidação. Esse processo se dá quando o ligante (responsável por proporcionar a união dos compostos da mistura do asfalto) entra em contato com o oxigênio da atmosfera. 


Quanto maior for a temperatura do ligante, maior será o grau de oxidação, o que ocasiona desgaste acima do previsto. Como muitas regiões do país constantemente sofrem com altas temperaturas durante o ano, torna-se quase impossível a tarefa de conservar o asfalto das pistas sem que haja repetidas pavimentações.


A proposta central é complicada, mas possível, de acordo com uma frente de engajamento composta por concessionárias de rodovias, DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), acadêmicos, ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), ANP (Agência Nacional de Petróleo), ANEOR (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias) e Petrobras. 


Entre as soluções estão uma maior quantidade de refinarias e distribuidores de asfalto; facilitação do processo de importação; fiscalização intensiva e mecanismos mais eficientes de garantia da qualidade dos insumos utilizados nas obras públicas.


Quando as estradas deixam a desejar, por uma infinidade de motivos, os carros, motoristas e passageiros é que sofrem, por conta do desgaste dos veículos diante de condições ruins. Tudo isso tem um custo elevado de operação. Mas essa realidade pode mudar com o passar do tempo e a adoção de medidas que modernizarão por completo a situação das nossas rodovias. O primeiro passo já foi dado: entender o problema e como combatê-lo. E no que depender de iniciativas como a do estudo publicado pela CNT, o futuro está mais próximo do que imaginamos.